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FESTA
NO PEDAÇO - CULTURA POPULAR E LAZER NA CIDADE
José
Guilherme Cantor Magnani
HUCITEC, 2004 (3a. ed.)
Esta
é a terceira edição de Festa no Pedaço: Cultura
Popular e Lazer na Cidade, livro de referência para todos os que
se interessam pelas questões do lazer, da sociabilidade e
do tempo livre no contexto urbano. Uma das primeiras pesquisas de campo,
de caráter etnográfico, realizada no Brasil sobre estes temas,
Festa no Pedaço foi pioneiro não apenas pela temática
escolhida, mas pelo enfoque adotado: nele, as atividades que preenchem
o tempo livre e as diferentes formas de desfrutá-lo não são
vistas como o avesso ou o contraponto do mundo do trabalho. Ao contrário:
reconhecidas por seu próprio valor e significado, constituem ademais
valiosas pistas para o entendimento da dinâmica cultural e dos valores
sociais contemporâneos. |
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NA
METRÓPOLE - TEXTOS DE ANTROPOLOGIA URBANA
José
Guilherme Cantor Magnani & Lilian De Lucca
Torres (organizadores)
EDUSP, 1996
Uma
coletânea de oito ensaios antropológicos sobre a cidade de
São Paulo, reunindo autores que foram orientandos do professor
José Guilherme Magnani. Fruto das atividades do Núcleo de
Antropologia Urbana da USP, as pesquisas cobrem uma grande diversidade
de temas, que se articulam em torno da questão do lazer e da religião
enquanto modos de apropriação do espaço urbano e criação
de formas de sociabilidade. |
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UMBANDA
José
Guilherme Cantor Magnani
Ática, 1991
O
processo de formação da Umbanda, sua doutrina e ritos. Analisa
pontos comuns e diferenças em relação a outros cultos. |
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O
BRASIL DA NOVA ERA
José
Guilherme Cantor Magnani
Jorge Zahar, 2000
Nova
Era - mais uma onda consumista, exploração da boa-fé
do público ou, ao contrário, busca de novas formas de espitirualidade?
Este livro traça um panorama desse fenômeno desde suas origens
no movimento da contracultura até os dias atuais, procurando identificar
suas fontes e bases doutrinárias, descrever seus espaços
de atuação e analisar o perfil dos frequentadores. |
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MYSTICA
URBE- um estudo antropológico sobre o circuito neo-esotérico
na metrópole.
José
Guilherme Cantor Magnani
Studio Nobel, 1999
Este
livro descreve e analisa atividades e comportamentos que, não
obstante a primeira impressão de heterogeneidade e fragmentação,
configuram um circuito bem delimitado na dinâmica e paisagem da cidade.
As pessoas que fazem parte do circuito neo-esotérico , como ele
foi denominado, distinguem-se pela busca de novas modalidades de
cultivo de seu mundo interior que inclui as dimensões da espiritualidade
e do sagrado: suas fontes de inspiração são filosofias
e sistemas religiosos orientais, antigos saberes ocultistas, correntes
espiritualistas, cosmologias indígenas, propostas ecológicas.
Não se trata, contudo, de uma busca individual e isolada. Essas
pessoas com diferentes graus de compreensão e envolvimento
têm seus lugares de encontro, compartilham hábitos e
padrões de consumo, cultivam valores, crenças e gostos semelhantes.
Desenvolvem, em suma, um estilo de vida perfeitamente discernível
no ambiente cosmopolita da metrópole, presente na mídia
e sustentado por uma extensa rede de espaços que oferecem cursos,
práticas corporais, terapias alternativas, literatura especializada
e até ritos e celebrações em determinadas datas.
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ORIXÁS
DA METRÓPOLE
Vagner
Gonçalves da Silva
Vozes,
1995
Traz
a transformação do candomblé, uma religião
de sobrevivência étnica de grupos negro-africanos, de características
conservadoras e de resistência cultural, que passa a preencher as
necessidades do fiel urbano, branco, de classe média, expressando
novos conteúdos e problemas, transformando, inclusive, a própria
linguagem simbólica.
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CANDOMBLÉ
E UMBANDA
Vagner
Gonçalves da Silva
Ática, 1994
CANDOMBLÉ
E UMBANDA
Vagner
Gonçalves da Silva
2a.
Edição - Selo Negro, 2005
O
autor faz uma reconstituição histórica do processo
de formação das religiões afro-brasileiras. E explicita
como, em suas relações com o catolicismo, esses cultos puseram
em relevo a experiência social dos setores marginalizados.
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ANTROPÓLOGO
E SUA MAGIA, O TRABALHO DE CAMPO E PESQUISA ETNOGRÁFICA
Vagner
Gonçalves da Silva
EDUSP, 2000
Na
definição da antropologia como ciência da alteridade
ou da crítica cultural, o trabalho de campo desempenha papel fundamental.
Determinados aspectos do trabalho de campo são analisados neste
livro, enfocando principalmente a relação observador-observado
tal como se apresenta nos depoimentos de antropólogos e não-especialistas
entrevistados. O autor investiga a produção dos textos etnográficos
e sua recepção entre os grupos pesquisados, colocando em
questão os limites entre observação e participação.
O destaque é dado especialmente às comunidades religiosas
afro-brasileiras e às transformações ou legitimações
das tradições religiosas decorrentes do contato entre o universo
da academia e o dos terreiros.
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CAMINHOS
DA ALMA
Vagner
Gonçalves da Silva (organizador)
Selo Negro, 2002
Herdeiros
de um vasto patrimônio cultural e ao mesmo tempo seus transformadores,
as personalidades retratadas neste livro podem ser vistas como representativas
e essenciais para uma análise da dinâmica religiosa na qual
o carisma da liderança religiosa se mostra fundamental.
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ARTES
DO CORPO
Vagner
Gonçalves da Silva (organizador)
Selo Negro, 2004
Os
textos deste livro analisam a presença e a contribuição
dos afrodescendentes no campo das artes e das manifestações
lúdicas e populares. Por meio da história de vida de individuos
cujas trajetórias são exemplares, releva-se a experiência
de largas parcelas da população brasileira que, mesmo em
condições adversas, produziram um rico patrimônio cultural
nas áreas da dança, música, literatura, artes plásticas,
esportes, festas e cortejos populares.
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IMAGINáRIO,
COTIDIANO E PODER
Vagner Gonçalves
da Silva (organizador)
Selo Negro, 2007
Este livro (3o. volume da
coleção Memória afro-brasileira) aborda biografias
e ícones importantes sob o ponto de vista das microrrelações
de poder estabelecidas cotidianamente no interior das comunidades afro-brasileiras.
Tais relações, vistas como inadequadas para a ação
política, têm se mostrado muito relevantes na gestação
de processos identitários e de reivindicação. Os artigos
tratam de figuras lendárias e da mistura entre história e
religião ao longo da história do Brasil.
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INTOLERÂNCIA
RELIGIOSA. IMPACTOS DO NEOPENTECOSTALISMO NO CAMPO RELIGIOSOAFRO-BRASILEIRO
Vagner Gonçalves
da Silva (organizador)
EDUSP, 2007
Este livro é um esforço
coletivo de analisar, sob vários pontos de vista, o impacto do crescimento
das igrejas neopentecostais, com seus discursos e práticas de ataque
e intolerância religiosa, no campo religioso afro-brasileiro e do
Cone Sul e em outras áreas da vida social (direitos civis e discriminação
por orientação sexual)
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CIDADE
DIVIDIDA: dilemas e disputas simbólicas em Florianópolis
Márcia Fantin
Cidade Futura, 2000
Conhecida
como a "Capital Turística do Mercosul", com sua exuberante natureza
e qualidade de vida, Florianópolis tem atraído um grande
contingente de pessoas que fogem dos centros urbanos em busca de vida tranqüila.
A chegada dos novos moradores e sua inserção na llha tem
gerado muita polêmica e sérios conflitos quanto ao futuro
da cidade: de um lado, há aqueles que desejam que ela conserve o
perfil de cidade média; de outro, aqueles que desejam que se transforme
numa grande metrópole moderna. Os dilemas e as disputas simbólicas
em torno do projeto de cidade, bem como a relação conflituosa
entre os "nativos" (manezinhos) e os novos moradores "de fora", repercutem
nas várias interfaces do viver a cidade: no campo da sociabilidade
(diferentes experiências urbanas), do turismo (impasses gerados na
instauração e viabilização de grandes projetos
turísticos e seus impactos sócio-ambiental e cultural); dos
projetos urbanos (Plano Diretor); dos comportamentos e políticas
culturais (provincianismo e cosmopolitismo); ao campo da política
(com o uso de símbolos como a figura do "manezinho" e manifestações
de xenofobia) e até mesmo no campo das festas (Farra do Boi, Carnaval,
festas turísticas). 0 estudo articulado destas várias interfaces
- que são vias de acesso para pensar a dinâmica urbana na
sua complexidade - revelou uma cidade dividida, polarizada entre os "do
contra" e os "a favor"; os "alternativos" e os "conservadores'; os "daqui"
e os "de fora", os "nativos" e os "estrangeiros"; entre os "manezinhos"
e os "gaúchos", que disputam as utopias urbanas e o direito à
cidade.
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LÓGICAS
NO FUTEBOL
Luíz
Henrique de Toledo
HUCITEC, 2002
O
livro 'Lógicas no Futebol' é um estudo antropológico
que analisa o esporte nacional a partir da atuação dos vários
atores sociais que se mobilizam para o jogo - jogadores, técnicos,
cronistas esportivos, torcedores e outros. Tal enfoque tem como objetivo
confrontar as inúmeras versões de um mesmo fenômeno
esportivo que oferece um dos contornos simbólicos da nossa identidade
nacional e representação coletiva do Brasil.
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NO
PAÍS DO FUTEBOL
Luíz
Henrique de Toledo
Jorge Zahar, 2000
O
futebol, fenômeno cultural multifacetado e complexo, importante na
formação da identidade nacional, é analisado neste
livro de dentro e de fora do campo de jogo, desde as regras de sua prática
às formas particularizadas de expressão torcedora.
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TORCIDAS
ORGANIZADAS DE FUTEBOL
Luíz
Henrique de Toledo
Autores Associados, 1996
A
publicação do livro de Luiz Henrique de Toledo, resultado
da pesquisa que desenvolveu no programa de pós-graduação
de Antropologia Social da U.S.P. e que mereceu o prêmio, outorgado
pela Associação Nacional de Pós-Graduação
e Pesquisa de Ciências Sociais, de melhor dissertação
de mestrado de 1994, não poderia ter ocorrido em momento mais oportuno.
Passado o momento de maior agitação, principalmente na mídia,
em virtude de incidentes envolvendo alguns desses agrupamentos torcedores
na capital paulistana, abre-se um espaço para pensar tais formas
de organização e lazer dentro de um quadro mais abrangente
e é justamente essa a contribuição de seu estudo.
Ao invés de tomar o fenômeno apenas como produto, e no momento
pontual de sua manifestação, o autor se dispôs a captar,
como um processo, a dinâmica das torcidas organizadas não
apenas nos estádios por ocasião dos jogos mas nas sedes,
quadras, trajetos de ruas, viajens e atividades rotineiras. Surge, então,
um universo de variadas dimensões e recortado por uma série
de códigos: das cores, das roupas e adereços, dos cantos,
das expressões verbais, da música.
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MEIA
VOLTA, VOLVER
Piero
de Camargo Leirner
FGV, 1997
Este
livro coloca em evidência a questão da hierarquia militar,
princípio que norteia a vida da instituição no âmbito
interno e em suas relações com o mundo civil. O autor mostra
que a hierarquia é um fenômeno capaz de permanecer estruturalmente
estável ao longo do tempo, mesmo quando sofre mudanças importantes,
como a inclusão na estrutura vertical da mobilidade através
do mérito individual, ocorrida no século XIX. Além
disso, desfaz a visão ingênua da hierarquia militar como algo
simples e unidimensional, explicando que a antigüidade hierárquica
refere-se a uma ordem classificatória, e não temporal; que
a escala hierárquica ordena não só indivíduos
e patentes, mas também "círculos hierárquicos" que
determinam âmbitos de convivência; e que para a ascensão
hierárquica também são importantes relações
pessoais desenvolvidas durante a carreira. Trata-se de uma grande contribuição
para o desenvolvimento de uma ainda incipiente antropologia da instituição
militar.
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HIERARQUIA
E INDIVIDUALISMO
Piero
de Camargo Leirner
Jorge Zahar, 2003
'Individualismo'
e 'hierarquia' tornaram-se termos consagrados na antropologia especialmente
a partir do estudo comparativo de Louis Dumont (1911-1998) entre a ideologia
holista da Índia e o igualitarismo ocidental. Este livro apresenta
as conclusões de Dumont, cujo valor etnográfico e teórico
marca toda a geração recente de estudos em ciências
sociais.
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XIRÊ
! O MODO DE CRER E DE VIVER DO CANDOMBLÉ
Rita
Amaral
Pallas Editora, 2002
Rita
Amaral desvenda a importância das festas no candomblé, o contexto
em que ocorrem e o seu valor, dentro e fora da comunidade religiosa, como
fonte agregadora de valores à sociedade e preservadora da tradição
religiosa. Neste estudo pioneiro sobre a festa e o estilo de vida dos adeptos
do candomblé, a autora revela que, na intrincada rede de relacionamentos
dos grandes centros urbanos, o candomblé funciona não apenas
como uma instituição religiosa, mas como um novo agrupamento
socio-religioso, com estilo de vida próprio e com regras bem definidas
pela hierarquia e pelo contexto mítico-festivo no qual se baseia.
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FESTA
À BRASILEIRA - SENTIDOS DO FESTEJAR NO PAÍS QUE NÃO
É SÉRIO.
Rita
Amaral
eBooksBrasil.Com, 2000
Longe
de ser um fenômeno de distanciamento da realidade, cuja intenção
seria negar ou reiterar a sociedade tal como se encontra organizada, as
festas brasileiras são capazes de estabelecer a mediação
entre as utopias e a ação transformadora, pois através
da vontade de sua realização muitos grupos se organizam,
crescendo política e economicamente, ainda que em modo local. A
organização para as festas tem visado mesmo, muitas vezes,
atingir finalidades de ordem social, passando sua organização
primária a existir como instituição. A festa "à
brasileira", nos mostra Rita Amaral por meio de seu estudo de sete grandes
festas nacionais, não só não renega enfaticamente
os valores sociais, podendo celebrá-los, inclusive, como também
não os reitera apenas, como querem as principais teorias sobre festas.
Ela representa, antes, a mediação entre ambas intenções
(e da sociedade consigo mesma), negando os aspectos da vida social em que
ela se mostra deletéria à vida humana, ao mesmo tempo em
que reafirma valores do povo brasileiro, como projeto social ou como utopia.
Festa à Brasileira foi, também, a primeira tese de doutoramento
em Antropologia, de autor brasileiro, a ser integralmente
publicada na Internet e em formato e-book
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OS
URBANITAS - Revista Digital de Antropologia Urbana
Rita Amaral (org)
Aguaforte 2003, 2004, 2005,
2006, 2007
Resultado
do encontro e do diálogo estabelecido entre pesquisadores da área
de Antropologia Urbana do Brasil e de outros países de língua
latina a partir do website Os Urbanitas, também criado e mantido
por Rita Amaral, a revista Os Urbanitas reúne, on-line e em CD-ROM,
artigos, crônicas, ensaios, poesia, quadrinhos e outras expressões
sobre cidades e estilos de vida urbana.
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SERTANEJOS
CONTEMPORÂNEOS: ENTRE A METRÓPOLE E O SERTÃO
Rosani Rigamonti
Humanitas, 2001
O
caminho traçado para a construção desta obra tem por
base a relação entre duas lógicas: a tradicional —
ponto de encontro dominical, festa de São João no sertão,
referências do local de origem — e a moderna — CTN, Rádio
Atual, a dinâmica cultural da cidade. Neste percurso, cujos protagonistas
são os migrantes nordestinos, o trabalho propõe um reconhecimento
das formas e alternativas de “apropriação” da nova realidade
urbana por meio de um enfoque peculiar, mediante o “olhar” de quem chega
e estabelece seus próprios modos de inserção no contexto
metropolitano
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QUAND
LES LUMIÈRES DE LA VILLE S'ÉTEIGNENT: minorités et
clandestinité à Paris
Denise
Pirani
Editions Septentrion, 2000
A cidade é, em sua
concepção filosofica, a maior conquista das sociedades. De
certa forma, a história da humanidade no ocidente é a história
das cidades. Mais do que em qualquer outra época, atualmente, as
grandes metrópoles são territórios de hibridismo e
sincretismo tanto raciais quanto culturais, politicos ou religiosos. Elas
são, igualmente, lugares de exclusão social de diversos gêneros
ou tipos. Na década de 80, até meados da de 90, houve uma
forte emigração de travestis brasileiros em direção
às diversas capitais européias. Paris foi uma dessas capitais,
ao ponto de as "Brasileiras do Bois de Boulogne" tornarem-se um fenômeno
muito conhecido no Hexágono. A pesquisa que originou esse livro
teve como objetivo principal compreender os processos de exclusão
nos centros urbanos e concentrou-se numa identidade socio-sexual: os travestis
(brasileiros e de outras nacionalidades) na capital francesa.
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ESPIRITISMO
À BRASILEIRA
Sandra
Jaqueline Stoll
EDUSP/Editora Orion, 2003
As estórias de vida
e a produção de três personagens constituem o fio condutor
da revisão proposta neste livro sobre a narrativa histórica
e interpretação antropológica dos trajetos do Espiritismo
no Brasil. Allan Kardec, fundador da doutrina, abre a discussão
do tema; os personagens principais, porém, são dois médiuns
brasileiros, de renome internacional, cujas estórias de vida marcam
a produção de "um modo de brasileiro de ser espírita"
que envereda em duas direções. A primeira reinterpreta a
matriz francesa do kardecismo a partir do modelo de virtudes cristãs,
tendo seu modelo exemplar, paradigmático, concretizado na biografia
de Chico Xavier. A segunda, representada por Luiz Antonio Gasparetto, afasta-se
dessa tradição por meio da apropriação de idéias
e práticas de outros sistemas de conhecimento, em especial da "auto-ajuda"
e "Nova Era", delineando um novo agir moral caracterizado pela absorção
do ideário da sociedade de consumo: felicidade, prazer, auto-realização,
prosperidade. Mais do que uma história do Espiritismo, o que a leitura
desse livro traz, portanto, é a sua dinâmica contemporânea,
encenada pela tensão entre distintos paradigmas. Chico Xavier, o
personagem central, pela primeira vez é apresentado como objeto
de estudo acadêmico. Sua estória de vida, tão divulgada
quanto os mais de 400 livros que ele escreveu, constitui a principal fonte
documental utilizada para delinear o chamado "estilo católico" que
veio a tornar-se o modo hegemônico de "ser espírita"
no Brasil. Luiz Antonio Gasparetto, hoje envolvido com os temas da "Nova
Era" e práticas de "auto-ajuda", faz o contraponto, sinalizando
por meio de novos usos rituais da prática mediúnica
algumas das tendências emergentes.

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O
TEMPO DAS RUAS NA SÃO PAULO DE FINS DO IMPÉRIO
Fraya Frehse
Coleção São
Paulo 450 Anos
EDUSP, 2005
Na
São Paulo de finais do século XIX, a chegada da ferrovia,
dos bondes, da iluminação pública urbana e de outras
benfeitorias, anunciavam a modernização trazida pelo crescimento
econômico. É neste cenário que Fraya Frehse propõe-nos
um passeio fictício pela cidade, ao longo do qual procura desvendar
a modernidade que se instalava e suas formas de coexistência com
os aspectos tradicionais. Nesse passeio, a antropóloga parte de
notícias publicadas em jornais, como "A Província de São
Paulo", "Correio Paulistano" e "Diário de São Paulo", editoriais
jornalísticos, crônicas e cartas, atas da Câmara, fotos
de Militão e charges de Agostini, entre outros, o que lhe permite
identificar os conflitos existentes no espaço das ruas, onde novas
formas de sociabilidade se instauravam. Lado a lado com os transeuntes,
que se manifestam sobre seu dia-a-dia nas ruas, a autora nos conduz pela
São Paulo das décadas de 1870 e 1880, com o objetivo de compreender
antropologicamente a história urbana.
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HOMOSSEXUALISMO
EM SÃO PAULO E OUTROS ESCRITOS
James
N. Green e Ronaldo Trindade (org.)
Editora da UNESP 2005
Os
textos reunidos neste livro aglutinam-se em torno do trabalho pioneiro
do sociólogo José Fábio Barbosa da Silva, que estudou
a comunidade gay masculina na cidade de São Paulo, nos anos 50.
A inédita monografia de Barbosa da Silva – orientada por Florestan
Fernandes – abriu o campo de estudos sobre a homossexualidade masculina
a partir de um ponto de vista sociológico e iluminou diferentes
gerações de sociólogos e historiadores interessados
na questão homossexual. O texto foi redescoberto pelo pesquisador
James N. Green, que relata os vaivéns dessa busca, e é analisado
e atualizado por diversos ensaios, que fornecem um painel elucidativo e
multifacetado da produção teórica e da militância
política do movimento gay no Brasil, a partir da segunda metade
do século XX.
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