Festa
na Cidade: o circuito bregueiro de Belém do Pará.
Antonio
Maurício Dias da Costa
Artimpressa, 2007
O livro focaliza as "festas
de brega" de Belém do Pará em sua disposição
pela cidade num circuito festivo. A crescente difusão das festas
se explica pela expansão de um modelo festivo popular oriundo dos
anos 1950. No interior do circuito bregueiro ocorre a movimentação
do público cativo das festas, que se apresenta, segundo versões
mais recentes, como 'fãs-clubes de aparelhagem', ou mais antigas,
como freqüentadores dos 'bailes da saudade". O circuito também
se expande para fora das suas fronteiras, alcançando as grandes
festividades urbanas, como o Carnaval, o Círio de Nazaré
e as Festas Juninas. Mais recentemente, acentua-se uma tendência
à adoção do brega e sua dinâmica festiva como
"marca" cultural paraense, ao mesmo tempo em que a difusão da produção
musical e da prática festiva alcança outras cidades e outros
estados brasileiros.
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Jovens
na Metrópole - Etnografias de circuitos de lazer, encontro e sociabilidade
José
Guilherme Magnani & Bruna Mantese
(Orgs.)
Editora
Terceiro Nome, 2007.
O livro é o resultado
de um ciclo de pesquisas realizado por integrantes do NÚCLEO DE
ANTROPOLOGIA URBANA DA USP sobre a atuação de grupos de jovens
em São Paulo e é constituído por 10 artigos
que apresentam e analisam formas e conteúdos das práticas
de straight edges, góticos, pichadores, “japas”, “manos”, baladeiros,
instrumentistas, "baladeiros do Senhor", "baladeiros black", de rodas
de samba e forrozeiros. Os textos “descrevem e analisam a dinâmica
dos jovens articulando pontos de encontro, formas de apropriação
do espaço urbano, trajetos, relações de troca e conflitos
e permitem avançar a reflexão sobre a dinâmica urbana
e seus atores na metrópole”. Além de relatos saborosos, Jovens
na Metrópole apresenta conceitos que permitem aprofundarmos nossa
compreensão do cenário urbano. Como, por exemplo, as dinâmicas
definições de "trajeto", "circuito", "portal" e outras, capazes
de organizar a caótica empiria da metrópole sem perder de
vista a transitoriedade, a fluidez e o enredamento que caracterizam as
múltiplas dimensões da experiência urbana. Os artigos
também analisam as várias realidades que se sobrepõem
nos espaços urbanos. Rua Augusta, a Galeria Ouro Fino, a Estação
Conceição do Metrô, a avenida Faria Lima, o Largo da
Batata, o Centro - alguns dos espaços que constituem ora as manchas,
ora os trajetos ou os circuitos desses jovens na metrópole - passam
a ter outro significado depois de vistos sob a perspectiva antropológica
do livro. |