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Comissão
Organizadora:
Alexandre
Barbosa Pereira
Ana
Luiza Mendes Borges
Bruna
Mantese de Souza
Camila
Iwasaki
Carolina
Abreu
Clara
de Assunção Azevedo
Daniela
do Amaral Alfonsi
Fernanda
Noronha
Márcio
José de Macedo
Renata
de Toledo Rodovalho
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Resumos
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Os Pregadores da Praça
da Sé
(Amanda Albuquerque Gross;
Rodrigo Salvador Lachi)
Este
trabalho surgiu a partir de uma curiosidade sobre as motivações,
interesses e estratégias dos pregadores evangélicos do centro
da cidade. Restringimos nossas observações ao espaço
da praça da Sé por acreditarmos que dessa maneira daríamos
conta do objeto assim recortado. Além disso, a Praça da Sé
é um importante palco histórico e abriga a grande catedral
católica, ícone da religião a qual estes protestantes
se opõem. Ao contrário do que imaginávamos, a atividade
da pregação não é caótica ou espontânea,
os pregadores estão organizados em grupos com horário, local
e forma de pregação bem definidos, o que lhes dá legitimidade
perante os demais atores que ocupam a praça.
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O
movimento Hare Krishna: Um estudo antropológico sobre o estilo
de vida Hare Krishna em São Paulo
(Alexandre
Viola; Beatriz Tonglet de Vasconcelos; Lia Bernardes; Rebecca V. de Luna
Guidi; Tiago Ferreira)
Este
trabalho é um estudo do estilo de vida Hare Krishna em São
Paulo. Tendo em vista que a filosofia desta religião prega a renúncia
ao mundo material, buscamos verificar em que medida esta prática
se aproxima ou se distancia de outros estilos de vida presentes no espaço
urbano, já que neste, o apelo material é muito intenso. A
aparente contradição foi diluída através da
investigação dos estilos de vida dos adeptos Hare Krishna,
ou seja, da forma pela qual este grupo percebe e vivencia o mundo e, em
conseqüência, se comporta e faz escolhas, já que se pôde
perceber que o movimento não só transita pela cidade, como
também dialoga e nasce neste contexto. Investigamos como os praticantes
desta religião - que possui preceitos tão rígidos
quanto ao consumo - vivem, transitam, se reproduzem, e se alimentam do
próprio local de suas críticas; como a religião molda
o viver na cidade e vice-versa.
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Circuito Gospel
na Metrópole
(Ariana Rumstain)
Este
trabalho propõe discutir a formação de um circuito
de sociabilidade cujo elemento estruturador é a opção
religiosa: o segmento gospel. Já não é de hoje que
os evangélicos vêm mudando seu comportamento, a idéia
de um "crente" que se considera apartado das "coisas do mundo" - sobriedade
no vestir, condenação dos prazeres do mundo e adoção
de uma série de regras comportamentais - passou por transformações
que atualmente se intensificam com o movimento gospel. Na atualidade,
destaca-se como um dos movimentos paradigmáticos das mudanças
dos campos católico e evangélico por ter gerado novos padrões
de "gosto", estilos de vida, uso do tempo livre e sexualidade dos religiosos.
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A
experiência dos acampamentos rururbanos do MST : "Vai pensando que
é só brincar de barraquinha!"
(Ana
Carolina Gonçalves; Barbara Batista Barboza de Souza; Laura Tereza
de Sá e Benevides Inoue; Liliane Batista Barboza de Souza)
Este
trabalho resguarda tanto um interesse nosso com relação a
esta nova experiência do MST - que é a de formação
de acampamentos cada vez mais próximos da metrópole paulistana
e com pessoas provenientes da cidade - quanto uma preocupação
em problematizar as análises macro e micro, discutindo suas relações,
suas possibilidades de diálogo e a tradicional separação
dentro da pesquisa em ciências sociais. Nossa tentativa de aproximação
deste processo de construção de sociabilidade que reúne
pessoas de diferentes lugares da cidade para trabalharem no campo por meio
de um movimento social que é o MST (!) - não pôde deixar
de discutir as relações entre a experiência particular
e as questões mais amplas e estruturais que estão o tempo
todo impondo suas determinações ao processo.
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Comunidade do
Carmo: a construção de uma identidade étnica
(Carlos E. N. Roesler;
Fábio G. Almeida; Raíssa F.R. Gambi)
Esse
trabalho - que consiste em uma breve etnografia formulada dentro
de um período relativamente curto de trabalho de campo - foi realizado
por meio da pesquisa participante, de entrevistas com pessoas conhecedoras
dentro da comunidade estudada e do registro do evento apontado pelos moradores
como o mais importante, a saber : a festa da Santa Padroeira Nossa Senhora
do Carmo. Inserida no debate antropológico sobre a construção
da identidade, a pesquisa procurou verificar como os conflitos referentes
ao problema da etnicidade manifestam-se no quilombo mais próximo
à cidade de São Paulo. O Bairro do Carmo, localizado na periferia
do município de São Roque, atribui sua origem à um
grupo de escravos que se organizaram em torno da imagem de uma Santa encontrada
na região. De lá para cá muitas coisas mudaram, incluindo
seu reconhecimento pela Fundação Cultural Palmares como uma
comunidade remanescente de quilombo, no ano de 2000. No entanto, tal reconhecimento
não encerra as controvérsias e as tensões dentro desta
comunidade, mas coloca novos elementos a serem manipulados nos processos
de construção da identidade do Carmo.
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Do isolamento
à interação: o teatro e a cidade como atores sociais
(Adriana
Rezende Faria Taets; Camilo Otelac; Clarissa Inserra Bernini; Denis Oshima
Roberto)
O
Teatro Municipal é visto muitas vezes como uma imponente construção
que abriga espetáculos voltados apenas para uma elite econômica
e intelectual. No entanto, um olhar atento para o Teatro e suas relações
com a cidade nos mostra o mesmo como um importante ator urbano,
que interage com a cidade e demais atores urbanos. A pesquisa de campo
realizada no primeiro semestre de 2004 revela os diferentes olhares sobre
o Teatro, os vários grupos sócio-econômicos que interagem
com ele e, mais ainda, os vários pontos de onde é possível
vê-lo. Dessa forma, a pesquisa contou com uma discussão sobre
o espaço público e o espaço privado, revelando que
o Teatro não se encontra preso a uma dessas categorias especificamente,
sendo, às vezes casa, às vezes rua.
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Bastidores da
Rua Santa Ifigênia: comércio de eletro-eletrônicos nos
arredores
(Aline Galafassi; Ramon
Leonardi)
Nos
arredores da Avenida Santa Ifigênia, em São Paulo, aglutinam-se
diversas lojas, galerias e vendedores de rua, que ali ofertam eletro-eletrônicos
e artigos de informática, caracterizando assim uma mancha de comércio
específico no centro da cidade. Sob este cenário caótico,
onde transeuntes apressados se esgueiram em meio ao sujo e angustiante
labirinto de camelôs e galerias, estando à mercê de
um furacão de estímulos mentais - atinados mais sensivelmente
pelas incessantes ofertas atabalhoadas de vendedores de rua - se encobre
uma trama de relações; das quais podem ser percebidas regras
sociais, padrões em estratégias de venda, tipos e categorias.
Através do presente trabalho tentou-se, com o exercício de
campo, desvelar essa trama e apresentar, apoiando-se na teoria da performance
de Goffman, as diferentes categorias de vendedores que lá se encerram.
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Lumière,
Cine Iguatemi, Kinoplex: uma análise antropológica de três
cinemas do Itaim
(Erica Janecek Mello; Enrico
Spaggiari)
Esta
pesquisa é uma análise antropológica de três
cinemas geograficamente próximos no bairro do Itaim, porém
estruturalmente diferentes: o Cine Lumière - um antigo cinema de
bairro; o Cine Iguatemi - um cinema de shopping; e o Kinoplex - um "multiplex
de rua". Foram observadas as diferentes características desses três
cinemas, assim como as diversas formas de sociabilidade nesses espaços
de lazer da cidade de São Paulo, para se entender a razão
que leva o espectador a escolher um dos três. São cinemas
que nasceram em épocas diferentes no processo de formação
de um circuito cinematográfico paulistano e hoje desfrutam de uma
curiosa contemporaneidade, que se deve, em parte também, à
algumas peculiaridades do bairro do Itaim, espaço onde um cinema
de bairro ainda consegue sobreviver frente ao crescente número de
grandes redes de cinema na cidade.
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Apropriação
de um espaço em comum: a Praça Benedito Calixto
(Marta Pereira Militão
da Silva; Nayara Magri Romero; Vaanessa Vilas Boas Gatti)
O
trabalho sobre a Feira da Praça Benedito Calixto foi nossa primeira
inserção em campo e um pequeno exercício etnográfico
requerido pelo curso Práticas Culturais em Contexto Urbano. Foi
um exercício de distanciamento do olhar, já que éramos
freqüentadoras da feira e pela primeira vez a olhávamos de
maneira crítica e atenta. Detivemo-nos na apropriação
do espaço público da praça aos sábados, momento
em que a feira é realizada e o espaço apropriado por diferentes
atores: uma Associação, vendedores, camelôs e consumidores.
Tentamos compreender, então, como coexistiam os diferentes interesses
na ocupação daquele espaço, seus conflitos e contradições.
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