No
rito angola a referência não é feita ao ekodidé‚
e sim ao nascimento do orixá, através do termo vunge (criança):
"Saki
di lazenza é maió
Ê
vunge ke sá"
(rito
angola)
Após
entrar no barracão, ao som de uma destas cantigas, o orixá
é levado para o centro do recinto por um ebomi que toca o adjá.
Os atabaques e as pessoas silenciarão e apenas o adjá será
ouvido até que o orixá grite seu nome. Neste momento, numa
espécie de "resposta" todos os orixás "virarão", gritando
seus "ilás" e os atabaques recomeçarão a tocar, agora
ao ritmo acelerado da vamunha.
Assim,
os vários matizes da música acompanham as várias etapas
do rito, sublinhando-as e estimulando uma empatia entre a subjetividade
dos ouvintes e os acontecimentos cerimoniais.
Finalmente,
a "saída do rum", ou saída "rica", pode ser feita ao som
dessas cantigas:
“È,
aun bó, ke wa ô, ke wa jô"
(rito
Ketu)
"Kin
kin maô
Ko
ro wa ni xé ô
Agô,
agô lonã
Agô
lonã didê wa agô"
(rito
Ketu)
"A
ki memensuê
Xibenganga
Da
muximba dunda
Meu
ketendo iô
Xibenganga"
(rito
angola)
Após
as quais o orixá dançará as cantigas que lhe são
especialmente atribuídas, o que é chamado "dar o rum no orixá".
Terminando o rum, o orixá será retirado do barracão
ao som de uma cantiga também apropriada para este momento de despedida:
"Aê
iaô
guerê
nu pa me vô
Guerê
nu se be wá"
(rito
Ketu)
Todavia,
esta cantiga é reservada à despedida dos orixás dos
iaôs, como mostra a letra. Os ebomis terão seus orixás
"retirados" do barracão ao som de outra cantiga, que faz referência
ao status religioso do iniciado:
"Ebomi
la urê
Ebomi
la urê
Aê,
aê, aê
Ebomi
la urê"
(rito
Ketu)
Com
relação à ordenação feita pela música
no toque como um todo, vemos que é durante o xirê que ela
se evidencia, pois além de uma estrutura seqüencial da ordem
das louvações (através de cantigas), o xirê
denota, também, a concepção cosmológica do
grupo. Por exemplo: muitas casas de ketu costumam seguir esta ordenação
de orixás: Exu (porque é o intermediário entre os
homens e os orixás), Ogun (a seguir, porque é o dono dos
caminhos e dos metais e sem ele e suas invenções da faca
e da enxada o sacrifício aos orixás e o trabalho na terra
estariam impedidos; diz-se, também que é irmão de
Exu); Oxossi (porque é irmão de Ogun e porque está
ligado à sobrevivência através da caça e da
pesca), Obaluaê (porque é o orixá da cura das doenças
ou aquele que as traz), Ossain (dono das folhas que curam, daí sua
ligação a Obaluaê e também porque nada se faz
sem folhas no candomblé), Oxumarê (por sua ligação
com Xangô, como escravo deste e como aquele que faz a ligação
entre o céu e a terra), Xangô (deus do trovão e do
fogo, trazido por Oxumarê), Oxum (esposa favorita de Xangô),
Logun-Edé (o filho de Oxum com Oxossi), Iansã (que no mito
criou Logun-Edé quando Oxum o abandonou), Obá (tida em muitas
casas como irmã de Iansã e terceira mulher de Xangô),
Nanà (a mais velha das iabás), Iemanjá (a dona das
cabeças e esposa de Oxalá) e, finalmente, Oxalá, o
senhor de toda a criação.
Algumas
casas, entretanto, seguem outra ordem: Ogun, Oxóssi e Ossain (são
irmãos) Obaluaê, Ewá, Oxumarê e Nanã (três
irmãos e sua mãe tidos como de "nação" jeje),
Oxum, Logun-Edé, Iansã e Obá (pelos mesmos motivos
da ordem anterior), Xangô e Iemanjá (filho e mãe) e,
por fim, Oxalá. Esta seqüência parece privilegiar os
vínculos de parentesco e de "nação", enquanto a primeira
privilegia os acontecimentos míticos que colocam em relação
os orixás. Seja qual for a seqüência e sua concepção
cosmológica, ela costuma ser fixa para cada casa. É ela que,
de alguma forma norteia os acontecimentos do toque, fazendo, entre outras
coisas, com que os adeptos observem, através das músicas,
os momentos apropriados ao cumprimento da etiqueta religiosa como, por
exemplo, pedir a bênção ao pai-de-santo quando se toca
para o orixá deste.
Num
toque comum, é costume cantarem-se de três a sete cantigas
para cada orixá. Entretanto, em alguns casos, é possível
que os ogãs, ou o pai-de-santo, cantem uma "roda de Xangô",
que consiste em "puxar" (cantar) uma seqüência pré-estabelecida
de cantigas deste orixá. Neste caso, é comum que o pai-de-santo
entregue aos ebomis de Xangô o xere, que estes deverão tocar,
provocando a vinda dos orixás de todos os filhos. Os abiãs
costumam bolar neste momento e ficarão no chão até
que seja possível tocar a vamunha para retirá-los. Em outros
casos os orixás "viram" durante o transcorrer do xirê, seja
em sua cantiga ou em qualquer outro momento do toque.
Cantando
para Exu, o toque começa pelo padê, como já dissemos
e, geralmente, com esta cantiga:
"Embarabó,
agô mojubá
Embarabó,
agô mojubá
Omodé
coecó
Exu
Marabó, agô mojubá
Lebara
Exu onã”
(rito
Ketu)
No
rito angola, estas três cantigas são sempre cantadas dando
início ao padê e na seguinte ordem:
(1a)
"Ê
gira gira mavambo
Recompenso
ê ê ê
Recompenso
a"
(2a)
“Exu
apavenã”.
Exu
apavenã
Sua
morada auê"
(3a)
"Bombogira
ke ja ku janje
Bombogira
ja ku janjê
Airá
o lê lê"
(rito
angola)
Ou,
ainda, fazendo uma clara alusão ao convite para aceitar a oferenda,
que caracteriza a cerimônia:
"Aluvaiá
vem tomá xoxô
Aluvaiá
vem tomá xoxô"
(rito
angola)
Ou
ainda:
"Sai-te
daqui Aluvaiá
Que
aqui não é o teu lugar
Aqui
é uma casa santa
É
casa dos orixás"
(rito
angola)
Encerrado
o padê, as cantigas devem acompanhar as próximas etapas, ainda
propiciatórias ao bom andamento do toque. No rito angola segue-se
à "limpeza" do ambiente com pemba (pó de giz branco) ou ainda
pólvora:
"O
kipembê,
o
kipembe ewiza
kassange
ewiza
d'angola
o
kipembê
samba
d'angola"
(rito
angola)
"Pemba
eu akassange apogondê
Pemba
eu akassange apogondê
Pemba
eu akassange apogondê
Oi
kipembê"
(rito
angola)
No
rito ketu a cerimônia da pemba e da pólvora não ocorre.
Em algumas casas, em lugar dela procede-se à cerimônia dos
cumprimentos, quando se canta uma das seguintes cantigas:
"Olorum
pa vô dô
Axé‚
ori, axé, orixá"
(rito
ketu)
"(orixá)
mojubá ô
Ibá
orixá, ibá onilê"
(rito
ketu)
No
caso da segunda cantiga, será trocado o nome do orixá conforme
o patrono da casa.
Daí
por diante a música prossegue dividindo o "tempo" do toque em segmentos
precisos, de convergência das louvações a cada orixá,
da dança, das atitudes de maior ou menor empatia dos participantes,
enfim, em "blocos" que, somados, recompõem a "vida" dos orixás
na voz de seus filhos. Assim, é comum ouvirmos referências
ao andamento do toque em termos do "tempo musical" do xirê: "Fulano
chegou atrasado. O toque já estava em Iemanjá".
Quando
o motivo do toque é uma festa, essa festa é intercalada na
estrutura do xirê, ou seja, é costume levar o xirê até
o momento em que se canta para o orixá festejado, quando este "vira"
e é levado para vestir, ao som da vamunha. Pode haver (ou não)
um intervalo para o descanso dos alabês, até que o orixá
volte, agora paramentado, sendo recebido com a cantiga:
"Agô,
agô lonã
Agô
lonã didê wa mo dagô"
(rito
ketu)
"Toté,
toté de maiongá
Maiongonguê"
(rito
angola)
No
barracão, o orixá dançará, então, ao
som de seus ritmos favoritos. Uma vez encerrados os acontecimentos relacionados
à comemoração, a seqüência do xirê
é imediatamente retomada do exato ponto onde havia sido interrompido,
devendo-se cantar para Oxalá apenas quando não estiver prevista
mais nenhuma cerimônia pois, cantar para Oxalá significa "fechar
o toque".
Encerrado
o xirê, segue-se o ajeum (refeição), apresentado com
a cantiga:
"Ajeun,
ajeun, ajeun, ajeun bó"
(rito
ketu)
Findo
o toque, de modo significativo, os atabaques são cobertos por um
pano branco, indicando que o fim da música é o fim da festa
e que, sendo os atabaques criadores e sacralizadores da música,
mesmo durante os momentos em que não são usados devem indicar
esta condição, permanecendo sob a proteção
de Oxalá.
B-
A música como elemento de identidade
A adesão
ao candomblé é um processo complexo, paulatino e que envolve
um aprendizado minucioso de códigos religiosos que, é possível
dizer, começa na iniciação. Tal aprendizado se dá
no âmbito das relações do grupo do terreiro ou da comunidade
do "povo-de-santo". É também regulado pelo tempo de iniciação
que, alocando o iniciado dentro de uma estrutura hierárquica precisa,
delimita posições e papéis. Assim, a inserção
do indivíduo na comunidade vai sendo feita através da acumulação
dos fundamentos religiosos que estabelecem o tipo de relação
do indivíduo com seu deus e com os demais membros do culto.
Sendo
a música uma das expressões desses fundamentos religiosos,
ela também é parte significativa na formação
da identidade, tanto no nível individual quanto grupal.Assim, um
iniciado trará consigo um repertório musical pessoal, do
qual fazem parte as cantigas que estão associadas aos momentos decisivos
de sua experiência religiosa. Este repertório conterá
a cantiga na qual ele bolou, o adarrum para o recolhimento, as cantigas
do bori, as que quebraram a mudez do recolhimento, as do amanhecer, do
entardecer, da maionga, aquelas próprias de sua divindade e o próprio
som do adjá que, acompanhando as rezas e as cantigas, se constituirá
num forte apelo para propiciar o transe, revivendo a ligação
estabelecida durante a iniciação.
Podemos
dizer destas cantigas de situações rituais específicas
que, embora sejam parte de um repertório comum a todos os iniciados
do mesmo terreiro, sua apropriação por parte de cada indivíduo
remete a conteúdos psicológicos diferenciados. Além
disso, elas se somam a outras, como as de seu orixá, da "qualidade"
deste, da "nação" à qual pertence etc. Como, por exemplo,
a cantiga:
"Aê,
Odé‚ arerê, okê
É
orixá erô
Co
ma fa Akuerã"
(rito
ketu)
que
saúda Odé‚ (o orixá Oxossi) na sua qualidade Akuerã.
Um
exemplo de cantiga da "nação" ketu é esta que, ao
ser executada faz com que todos reverenciem o chão, em sinal de
respeito:
"Araketurê,
araketurê
Ara
mi mawó"
(rito
ketu)
Aqui
a referência é feita a Araketu, "gente de Ketu".
O próprio
nome religioso do indivíduo (dijina) é freqüentemente
inspirado por termos que compõem a letra destas cantigas, sendo
possível identificar, através da dijina, o orixá da
pessoa. Exemplo: uma filha de Nanã pode ser chamada Nandarê,
termo que aparece na seguinte cantiga de Nanã:
"Nana,
nanjetu
Nanjetu,
nandarê"
(rito
ketu)
Filhas
de Oxum podem ter seus nomes iniciados pela palavra Samba (Samba Diamongo,
Samba Queuamázi, Samba Delecê), inspirados na cantiga:
"Samba,
Samba monameta
Ke
zina Ke cê
Ki
samba â
Samba
monameta
Ke
sina ke cê
Ki
samba"
(rito
angola)
Além
do repertório pessoal, o indivíduo participa, ainda, do repertório
do grupo, que consiste nas cantigas do orixá do pai-de-santo, dos
ebomis da casa como ogãs, ekedes, mãe-criadeira, irmãos
de barco, enfim aquelas que, ao determinar a ordem das reverências
(quem pede e quem dá a bênção) estabelecem a
hierarquia do terreiro e localizam o indivíduo numa determinada
posição. Existem, inclusive, cantigas próprias dos
cargos da casa:
"Ê,
ê, ekede zinguê
ekede
zingá
Ê,ê
ekede kissangá"
(rito
angola)
Ou,
do status religioso:
"Xique
xique nu atopê
Ebomi
nu caiangô"
(rito
angola)
Além
disso, a chegada de ebomis na casa também obriga a uma ligeira interrupção
da música, para que os "couros" (atabaques) "dobrem" em homenagem
ao recém-chegado.
Estando
a música intimamente relacionada à condição
hierárquica, até mesmo as pausas entre uma cantiga e outra
revelam isto: a roda dos iaôs deve agachar-se enquanto a roda dos
ebomis permanece em pé. Ainda o paó (palmas ritmadas), com
o qual se louvam os orixás e se reverenciam os ebomis, indica, musicalmente,
a alta posição de quem o recebe. E mais, se considerarmos
terreiros de ritos diferentes, poderemos ver que esta identidade contrastiva
"localiza" os grupos por "nações" construindo-se, musicalmente
conforme já vimos, através dos ritmos, do modo de tocar,
das letras, das melodias, enfim do repertório que contempla cada
panteão, associado, evidentemente, aos demais elementos do culto.
Conclusão
A música
ritual do candomblé, tanto em cerimônias públicas quanto
privadas, ultrapassa o valor meramente estético, ou mesmo de elemento
propiciador à atmosfera religiosa, para exercer a função
de elemento constitutivo em todas as instâncias do culto. Além
disso, ela tem funções de ordenação bastante
claras, sendo também um dos elementos através dos quais as
identidades dos adeptos e dos terreiros e "nações" são
construídas e se expressam.
Não
é sem motivo, como registra Nina Rodrigues em 1932, que os jornais
do final do século passado pediam providências contra a atuação
dos terreiros, chamando a atenção para os "estrondosos ruídos
dos atabaques e dos chocalhos" e à "vozearia dos devotos" que perturbavam
o "sossego" e o "silêncio público" com "vergonhosos espetáculos".
O que demonstra a importância da percepção sonora pelos
"de fora" na construção da imagem do candomblé. Percepção
desagradável ou não conforme o contexto social e cultural
mais amplo onde ela se dá. Assim, aos tempos de perseguição
religiosa, quando a música do candomblé era tida como "estrondosos
ruídos", seguiu-se um tempo de tolerância e um de valorização
da musicalidade de origem africana em geral (jazz. blues, reggae, samba,
gospell, spirituals) que, num processo dialético, contribuiu para
a melhor compreensão tanto do candomblé quanto de sua estética
musical.
Para
os "de dentro", a música do candomblé não se prende
tanto a um julgamento estético, na medida que é uma linguagem,
onde o que importa é o sentido que o som adquire enquanto emanação
do sagrado. Assim, até mesmo o "ruído" dos búzios,
chocalhando entre as mãos do pai-de-santo, pode ser entendido como
a fala do deus da adivinhação que "escreverá" na peneira,
com os búzios, as respostas às dúvidas do homem. Ou
mesmo os rojões das "Fogueiras de Xangô" que refazem no céu
o som do deus-trovão.
É
claro que as religiões em geral têm a música como importante
elemento de contato com o sagrado, seja no caso em que ela proporciona
o contato mais íntimo com o eu, como é o caso dos mantras
das religiões orientais, seja no caso em que sua função
é a de integrar os indivíduos numa "única voz", como
é o caso das religiões pentecostais, entre outras, em que
os fiéis cantam em uníssono os hinos de louvação.
O candomblé, entretanto, parece reunir estas duas dimensões:
a do contato com o eu, através das divindades pessoais, e a do contato
com o outro, estabelecidas musicalmente. Mas, ao contrário de outras
religiões, no candomblé a música não é
um momento entre os demais. Todos os momentos rituais são, em essência,
musicais. Assim, para que os deuses estejam entre os homens ou para que
estes ascendam aos deuses é preciso cantar; cantar para subir.
Este trabalho foi apresentado
pela primeira vez em 1988, nos Seminários de Etnomusicologia, coordenados
por Tiago Oliveira Pinto e Max B, no PPGAS/USP e publicado em 1992 na revista
RELIGIÃO & SOCIEDADE n.16/2, ISER, Rio de Janeiro.
Notas
1
- Os aspectos do intenso intercâmbio das práticas rituais
afro-brasileiras e do processo transformativo pelo qual passam em São
Paulo, têm sido o objeto das pesquisas que os autores deste trabalho
vem desenvolvendo junto ao Departamento de Antropologia da Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São
Paulo.
2
Pessoa iniciada pelo mesmo pai-de-santo, portanto através de rituais
onde a "folha" é um dos principais elementos.
3
- Ogãs e ekedes também passam pelo "toque de bolar", mas
neste caso a intenção é contrária: provar que
não viram no santo em nenhuma hipótese.
4
- Grupo de pessoas iniciadas juntas e portanto com mesma "idade de santo".
5
- Sobre a relação do agogô com a marcação
do ritmo ver o que diz Edison Carneiro sobre a origem do termo, derivado
de akokô, relógio. (CARNEIRO, 1981:74).
6
- Sobre a relação entre o xaorô e os abiku, ver o que
diz Pierre Verger a respeito do xaorô como elemento de proteção.
(VERGER,1983:138).
7
- Nos candomblés de São Paulo é costume os alabês
cantarem o xirê dos orixás.
8
- Esta não ‚, evidentemente, característica exclusiva do
Angola.
9
- "Quebrar muzenza" é outra expressão usada pelo povo de
santo que significa "dançar muzenza".
10
- Edison Carneiro já registrava essa cantiga em candomblés
bantu em 1939 (CARNEIRO,1981:189).
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I. São Paulo. Discoteca Pública Municipal. 1948
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Tiago de Oliveira - Breves anotações sobre as músicas
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RAMOS,
Arthur - O Negro Brasileiro. São Paulo. Cia.
Ed Nacional. 1934.
VERGER,
P. “A sociedade egbé orun dos abiku, as crianças nascem
para morrer várias vezes". In: Afro-Ásia, n. 14, Salvador.
1983.
 
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